SEJA PARTE DA SOLUÇÃO

Uma só andorinha não faz verão, mas uma única andorinha basta para aquecer um ninho.

Mais importante do que investigar as causas é tentar pensar em soluções. Que não podem ser apenas emergenciais, como recolher os animais e colocá-los em entidades e lares temporários. Isso resolve o problema de imediato, mas o torna muito maior a longo prazo, superlotando os abrigos e diminuindo ainda mais as chances de recolocação. A verdade é que não há lares para todos os animais abandonados. É necessário encaminhar o maior número possível de animais para a adoção, mas essa não pode ser a única solução para o problema.
O que pode então ser feito para minimizar o abandono ?

Eis algumas idéias:

Campanhas de castração eficazes, que ofereçam a cirurgia gratuitamente a população carente, moradores de rua ou favelas, ou a preços acessíveis à população da periferia. Somente assim estaremos diminuindo efetivamente a quantidade de ninhadas indesejadas e de filhotes abandonados ou mortos ao nascer;

Campanhas de posse responsável em escolas, com a participação de toda a comunidade. É educando que se constrói o amanhã, é esclarecendo que se vence a desinformação. "Alfabetizando o espírito... forma-se o cidadão cônscio";

Confecção de material educativo, que possa ser utilizado para esclarecimento da população e orientação para pais e professores interessados no tema;

Buscar o apoio da mídia em anúncios que mostrassem de forma simples e direta o que acontece com os animais nas ruas, o que pode ser feito pra evitar, benefícios da castração, etc;

Da mesma forma, procurar colocar faixas em sinais de trânsito, de preferência em lugares de grande movimento;

Fazer parcerias com pet shops, fabricantes de ração e clínicas veterinárias, para angariar materiais diversos e para promover feiras de adoção, colocar cartazes, expor animais, etc;

Encaminhar animais abandonados para creches e asilos, onde pudessem servir de ponte para o desenvolvimento afetivo de crianças e idosos carentes, que se beneficiariam enormemente do contato com outros seres vivos;

Encaminhar animais abandonados para presídios e instituições de menores, a fim de dar a estas pessoas uma nova chance de aprender a ter sensibilidade, a trabalhar as emoções, a ter a oportunidade de conhecer o verdadeiro amor. É claro que teria que haver muita cautela e critérios de triagem bem definidos, para que os animais não corressem qualquer risco de agressão. Poderiam ser criadas oficinas de tosa, adestramento, etc;

Formar equipes de psicólogos, terapeutas, e profissionais afins, que pudessem utilizar os animais no tratamento auxiliar de doenças e distúrbios neurológicos e mentais, como fez Nise da Silveira, que implantou um projeto pioneiro na Casa das Palmeiras, no Rio de Janeiro;

Formar grupos de voluntários, para diversos fins. Por exemplo, algumas pessoas têm disponibilidade de tempo, mas não de dinheiro. Com outras, ocorre justamente o contrário. Algumas podem não ter nada para doar, mas têm carro para transporte... Ou simplesmente amor, para tornar menor a carência dos animais nos abrigos. É só ter boa vontade e juntar nossas forças. A idéia deve ser de união sempre !!!

Nada do que foi exposto no post anterior é novidade, já vem sendo feito em algumas cidades em maior ou menor escala, e também no exterior.
Mas é sempre bom lembrar que mesmo fazendo pouco, se você estiver fazendo o máximo possível, seu pouco pode representar muito.
E você agradecerá a oportunidade de olhar para si mesmo, e de olhar para seus próximos carentes, os mais esquecidos, os menos ajudados... os animais.
E assim, se formaria uma equipe de apoio para protetoras e entidades que precisem de nosso auxílio, de forma a saber exatamente com quem se poderá contar em cada ocasião, para fazer tarefas diversificadas. Por exemplo:

Algumas pessoas têm grande disponibilidade de tempo, e podem ajudar visitando e fiscalizando abrigos, verificando qual a ajuda mais necessária;

Outras não dispõem de tempo, mas tem recursos financeiros... Portanto, podem se unir em grupos de amigos e ajudar entidades de proteção e voluntários;

Podem se propor a transportar os animais. Muitas vezes arranja-se um dono para um animal mas existe a dificuldade em levá-lo até o novo lar;

Outras podem colaborar com doações de ração, remédios, material para castração, vacinas;

Há quem possa oferecer um lar temporário aos recém tirados das ruas. Isso é algo extremamente importante e necessário, uma vez que antes de ser encaminhados para adoção, os animais precisam muitas vezes ser tratados de várias doenças, quando não necessitam de alimentação e cuidados especiais para se recuperarem. Além disso, há um grande número de filhotes, e gatas grávidas, que precisam de um teto enquanto esperam um novo lar;

Veterinários podem doar um pouco do seu tempo e de seus conhecimentos;

Estudantes podem elaborar pesquisas;

Pessoas com conhecimentos na área de informática podem montar sites de adoção, bolar campanhas informativas, etc;

Professores podem contribuir com elaboração de materiais educativos e palestras;

E todos, mas todos mesmo, podem contribuir tratando com amor e carinho a todos os animais, dentro e fora dos abrigos.

Muitas vezes, é preciso apenas um pouquinho de boa vontade para salvar uma vida...
Quando do seu tempo você gastou hoje ajudando um animal abandonado ? Quanto do seu tempo você usou para doar um pouco de carinho e de atenção ?
Apenas um pouquinho do seu tempo... E você estará ajudando a tirar das ruas e tratar muitos animais.
Nossa proposta é de mobilização. A maioria das entidades e protetores sobrevivem única e exclusivamente por seus próprios esforços. Não há ajuda nem apoio por parte da sociedade ou do governo. Nenhum patrocínio ou lucro. Apenas muito trabalho, um enorme volume de responsabilidades e muita exaustão...
Se cada pessoa que verdadeiramente ama os animais puder doar um pouquinho de si, do seu tempo, do seu esforço, da sua dedicação, poderemos ajudar muitíssimo !
Divulgue essa idéia em sua cidade. Forme grupos de apoio e ação. Reúna seus amigos e colegas de trabalho, escola, clube... Recolham doações, angariem fundos e auxiliem as entidades mais próximas. Procurem visitar abrigos de animais, verifiquem quais são suas necessidades. Sempre se pode fazer um pouco para minimizar o sofrimento, e o pouco que se faça pode significar muito !

 


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